segunda-feira, 6 de junho de 2016

"Amy"

“Amy”

                Ontem assisti ao documentário “Amy”, dirigido por Asif Kapadia, e que mostra a breve trajetória da cantora britânica Amy Winehouse.
                Como é de se esperar de um músico que assiste a documentários sobre cantoras, observei todos os aspectos musicais, os depoimentos de músicos com quem Amy trabalhou, produtores e críticos. Não há nada a dizer além do que ouvi. Amy Winehouse foi umas das melhores cantoras de sua geração.
                Sempre gostei de artistas que conseguem dar ares de modernidade ao que é clássico, que transitam bem por várias “gerações” da música. Assim como John Mayer faz garotos acostumados ao “bate-estaca” do pop moderno pararem para ouvir Blues, Amy fez adolescentes e crianças conhecerem o Jazz e o Soul, ao mesmo tempo em que participava de discos de ícones como Tony Bennett.
                Fiquei, digamos, triste por não ter conhecido o trabalho de Amy Winehouse mais cedo, porém vi que ainda é tempo. E estou correndo atrás do tempo perdido rs.
                Mas não quero bancar o crítico de imprensa especializada e não foi a música da cantora que mais me chamou a atenção no documentário.
               Três coisas me chamaram atenção na triste história de Amy Winehouse: Seu marido covarde, a sujeira do mundo das celebridades e as consequências de uma vida de “liberdade”.
                Fugindo à regra e começando pela última, escrevi “liberdade” entre aspas pois não me refiro à liberdade em si, mas sim à falsa liberdade. Aquela que me diz que devo fazer o que quiser, quando quiser, fazendo as regras da minha própria vida e do meu próprio corpo. No fim, a duas primeiras coisas que citei vão convergir nesta falsa liberdade.
                Segundo relatos dos depoentes que colaboraram com o documentário, Amy não usava nem mesmo maconha na adolescência e só passou a usar drogas pesadas, como crack e heroína, por influência de seu marido, um viciado assumido e debochado. Entre as perversidades do rapaz na vida de sua esposa, destaco o incentivo ao uso de cocaína, heroína e crack; as dificuldades impostas à internação de Amy para reabilitação; e o fornecimento de drogas durante o período de reabilitação da cantora, que demonstrava certo interesse em se reerguer.
O rapaz era um declarado entusiasta das festas regradas a drogas e sexo. Pelos relatos, perece ser do tipo que afunda os outros ao perceber que está se afogando.
                O mundo das celebridades, com seus críticos, apresentadores e paparazzi, fazia sempre questão de mostrar o pior lado de uma jovem destruída, a decadência de uma moça talentosa que fez péssimas escolhas. Fiquei imaginando o drama de alguém viciado em drogas, com péssima aparência, vivendo uma queda após a outra, sendo fotografado cada vez que saia na janela. Em uma participação que deveria fazer em um show de outra banda, Amy Winehouse mal se lembrava das letras das músicas. O público, é claro, não perdoou. O que deveria gerar comoção por uma moça de vinte e poucos anos que desgraçava a própria vida, virou um festival de vaias, que, para artistas, costumam ser a pior das humilhações.

                Seja levando uma vida movida por impulsos, seja fazendo da desgraça alheia a piada da vez, as pessoas têm se sentido motivadas a fazerem o que lhes der na telha, ignorando o impacto daquilo que fazem e o que virá pela frente. Nas ações de um homem covarde, que afunda a própria esposa nas drogas por achar que esse estilo de vida é totalmente louvável, principalmente por ser tão jovem, na repercussão debochada que se dá ao mal que arrebatou mais uma pessoa que tinha tanto a fazer e a viver, ou nas escolhas mal pensadas de uma jovem artista, só consigo enxergar a tal “liberdade” fingindo ser liberdade e destruindo tudo por onde passa.
                Se tem algo que tenho e que considero perigoso, isso é minha liberdade. Por isso, prefiro abrir mão da plenitude dessa liberdade, considerando que para tudo há consequência, e me sujeitando a outra maneira de viver, tutelada, regida por algo maior que eu mesmo.

                Fiquei comovido ao assistir ao documentário. Por alguma razão, senti como se tivesse morrido uma pessoa que eu conhecesse. Acho que não consegui enxergar Amy Winehouse como nada além de vítima de um pensamento perverso que domina nossos dias, o do “minha vida, minhas regras”.



Fugindo ao tema, mas não ao costume, fico por aqui.
Que Deus, em Cristo, lhes abençoe.
Abraços. 



terça-feira, 12 de abril de 2016

Não me aguentei!

Não me aguentei!

Não costumo escrever sempre aqui. Deixo o espaço do blog para algumas reflexões que não podem ser expressas nas poucas linhas de uma postagem de facebook. Além disso, confesso que não estava disposto, por razões pessoais, a escrever aqui por agora. Mas me deparo com situações que - quase que literalmente - me arrancam da cadeira. 

"passeando" pelo feed de notícias do facebook vejo uma publicação de um artista gospel (termo que no Brasil já é quase um sinônimo para pseudo-cristão) dizendo que a Cruz de Cristo trata, primordialmente, do suposto valor que temos, e não dos nossos pecados. 

Não vou me engajar na discussão sobre a obra de Cristo, visto que se tivéssemos o valor que o tal artista diz termos, bem provável que justificássemos a nós mesmos e, por tanto, a afirmação contida na postagem é absurda e qualquer pré-adolescente que já tenha ido a duas ou três EBD's desmonta tal "tese". 
Não estou afirmando que eu e você, raro leitor, não valhamos nada, no sentido mais literal da palavra.
Quero dizer que, analisando a obra de Cristo, fica evidente que a justificação não se deu por nossos méritos, mas tão somente pela maravilhosa Graça.

Mas o que me "arrancou" da cadeira e me fez querer escrever é que o comportamento do tal artista não tem sido um ponto fora da curva. O "evangelho" dos apaixonados pela própria imagem tem feito tantos "fiéis" que fica evidente não se tratar de nada além do humanismo que sempre cativou o homem. Um "evangelho" que faz o homem olhar para si mesmo não no sentido do arrependimento, mas no sentido da contemplação e adoração do "eu". 
Dá pra chamar de humanismo, narcisismo, egocentrismo... Mas no fundo a melhor definição é MALIGNO!  

A postagem em questão até vem acompanhada pela imagem do cantor - tratada por photoshop, é claro - pois a auto-promoção é tão importante quanto a mensagem. 
Já acho a cultura da selfie deprimente por si só - não sei como alguém pode ver tanta graça no próprio rosto. Mas quando a cultura da valorização excessiva da própria pessoa, refletida na valorização excessiva da própria imagem, chega à igreja...aí a coisa preocupa mais ainda. 

As pessoas não se conformam com a ideia de que são falhas e fracas, amadas por um Cristo perfeito e forte. Não! Preferem ser boas, fortes e valiosas, que, em algum momento, cativaram o amor de Cristo! Pensando assim, ainda se sentem no direito de reivindicar para si benefícios vindos de Deus, visto que são tão valiosas que seria um absurdo se não fossem cercadas por tudo o que querem. 

Vejo que a valorização excessiva do "eu" se opõe ao Evangelho de Cristo pois é contrária ao "negue-se a si mesmo". 

Certo apóstolo, com o qual tenho a honra de compartilhar meu segundo nome, disse uma vez que, apesar das grandes coisas que viveu, não se gloriaria em nada senão na obra de Cristo (Gálatas 6: 14). O mesmo apóstolo disse em outra ocasião que tudo o que era, sabia e possuía passou a considerar como perda, tendo em vista a grandeza da salvação (Filipenses 3: 8).

Mas talvez seja bobagem minha querer que tais artistas e crentes narcisistas se espelhem em Paulo. Gente assim se acha valiosa demais pra aprender com a simplicidade. 
Finalizo com o trecho de uma letra do G3:

"Por que quero e tento ser o que não sou?
Se Aquele que é abriu mão de ser e se fez o menor..."

Abraços! Até mais! 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Fiel em parte, ou totalmente fiel?

As pessoas sempre buscam algo em que possam “apoiar” suas emoções, se firmar quando passam por problemas. Queremos ter certezas que nos deem razão. Somos todos assim.
Perigoso é quando nos firmamos em mentiras, meias verdades ou até mesmo em partes de alguma verdade.
É comum encontrar pessoas que em suas declarações e postagens fazem menção a algum trecho conhecido da Bíblia. Exemplo: “Nunca imaginei sofrer como estou sofrendo, mas sei que o meu Redentor vive! Meus inimigos serão humilhados! De falsos, quero distância!! #aalegriavempelamanha #meuredentorvive #falsidadeaquiemato #vcfoiofeijaoqueeupenseiqueerasorvete”.

Realmente existe uma passagem na Bíblia com a frase “sei que meu redentor vive”. Mas também é verdade que a Palavra de Deus é cheia de muitas outras falas, com muitos outros ensinamentos, tais como os conselhos sobre perdão e sobre ter paz com todos. E é aí que entra a pergunta do título deste texto:

A Bíblia é fiel apenas em partes ou fiel em todo o seu conteúdo?
É obvio que não estou duvidando da fidelidade de Deus em sua Palavra. A pergunta é somente para dar o pontapé inicial.
Então, porque nos agarramos tão facilmente aos textos que nos induzem a contar vitória e nos esquecemos (ou nem ao menos sabemos) dos textos que nos mandam adotar uma postura de humildade e compaixão com aqueles que nos feriram? Será que o texto bíblico só é fiel quando diz que meus inimigos fugirão por 7 caminhos, mas não é fiel quando diz que seremos perdoados assim como perdoamos os nossos devedores?

A realidade é que as pessoas escolhem os trechos bíblicos que se “encaixam” em suas pretensões de defesa ou até mesmo de ataque, mas se esquecem que a mesma Bíblia é cheia de versos que nos mandam perdoar (Mt 6: 12), dar a outra face (Lc 6: 29), amar e não nos considerarmos melhores que ninguém nem pensarmos em nós mesmos mais do que o necessário (Rm 12: 3).
Na verdade, alguns acreditam que a Bíblia lhes dará razão por estarem usando um versículo mesmo que estejam, com suas ações, ignorando tantos outros.
Qualquer um que tem a Bíblia como alicerce e sabe que por ela Deus nos edifica acredita em todo o seu conteúdo e nele se baseia para viver (2 Tm 3: 16-17). Quem escolhe os trechos que quer acreditar, isolando seus significados, não entendeu nada e está apenas tentando moldar a Palavra segundo suas próprias necessidades.

Cabe a cada um de nós lembrar que a Bíblia é fiel tanto quando diz que existem bênçãos aos obedientes quanto quando diz que existe castigo aos desobedientes (Mt 7: 23). Se você se sente justificado por um versículo mas vive sem amar, sem perdoar, metido em tudo quanto é desavença, cheio de rancor, você está equivocado e precisa deixar a Palavra te moldar por inteiro (Mt 7: 21).
A Bíblia é fiel quando diz que Cristo carregou nossas dores e também é fiel quando diz que aquele que não ama seu próximo não conhece a Deus, pois Deus é amor (1 Jo 4: 8).

Até a próxima. Abraços! 

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Será que fiz do jeito certo?


Quem me conhece já percebeu que nos últimos tempos tenho refletido muito sobre os motivos que nos levam a fazer as coisas que fazemos.
Até já escrevi aqui sobre isso. E também, em algumas oportunidades de ministrar a Palavra, já falei sobre isso.

Nessa postagem gostaria de escrever sobre um assunto sobre o qual tenho refletido bastante. Trata-se das formas de exortação e exposição da Palavra. 


Percebo que muita coisa dentro do "universo" evangélico deixa de ser espontânea e começa a se tornar moda. Aí estão alguns exemplos:
Cantar virou moda!
Usar terno virou moda!
Pregar com fundo musical virou moda!
Usar jargões como "varão", "vaso", "manto", "canela de fogo" entre tantos outros... virou moda!

E agora, um novo comportamento tem despertado minha atenção, pois virou moda: A prática da exortação.

Pelo que vejo, o problema não está no ato em si, mas sim na forma como é feito.
A exortação bíblica tem como finalidade trazer luz sobre algum comportamento tenebroso que ainda insistimos em praticar, ou algo que não queremos compreender (2 Tm 3: 16). A exortação bíblica visa produzir entendimento sobre determinado tema que, por sua vez, produzirá uma reação (ou uma não-reação) por parte do "exortado".

Sabemos que a Bíblia nos ensina que todo procedimento dentro da caminhada cristã deve ser movido pelo amor. (Rm 12:9) (1 Co 13:8) (Jo 15:12).
Quando alguém exorta outra pessoa deve ter o coração repleto de amor, visando o benefício, e não o mal da pessoa a ser exortada. Exortações esbravejadas, grosseiras, insensíveis e movidas meramente por profundo conhecimento da verdade são comuns no "universo" evangélico atual. E vemos isso aos montes nas redes sociais, nas conversas informais, nos púlpitos e nos programas de TV.  
O texto de 2Tm 3 :16, entre outras coisas, diz que a Escritura é inspirada por Deus para produzir CORREÇÃO. Correção significa uma modificação com a finalidade de melhorar algo! Melhorar, e não derrubar! É claro que nem todo ouvinte se permite ser melhorado pelo Espírito que age pela Palavra. E devemos nos lembrar de todas as exortações que recebemos (pela Palavra) a cerca da humildade. Mas aí já é outro assunto... (talvez na próxima postagem rs)
Devemos desenvolver um coração sincero que se alegra com o crescimento de cada membro do corpo de Cristo.

Nós, seres humanos, devido a nossa tendência pecaminosa, convivemos sempre com o risco de deixar nossa carne falar mais alto. E é aí que surgem as exortações por desabafo, orgulho, desencargo de consciência, movidas por almas amarguradas, ou vindas de pessoas que procuram parecer mais santas do que outras. Essas exortações não visam o bem do ouvinte. Normalmente falam mais sobre quem fala do que sobre quem as escuta.
Todos nós corremos o risco de cometer esse erro! Somos falhos e, simplesmente em nós, não há nada de bom!
Esse tem sido o motivo de minhas orações nos últimos dias. Tanto que a súplica para não me tornar um sábio-arrogante tem ocupado grande parte dos meus períodos de oração. Na verdade, em certas frases que pronuncio quando oro, peço que eu deixe de ser esse sábio-arrogante pois, em alguns momentos, já vejo esse mal dentro de mim tentando superar o real motivo pelo qual devo pregar...

Todos nós devemos ter cuidado para que o conhecimento da Palavra não resulte em arrogância e insensibilidade pois tudo aquilo que Deus permite que aprendamos é para a edificação pessoal e da igreja e jamais para nosso uso egoísta. E esse cuidado deve se expressar em uma vida de oração sincera clamando por humildade e simplicidade e, acima de tudo, Amor!
Busca por conhecimento desacompanhada da súplica por humildade e Amor certamente resultará em um pregador arrogante.
Fujamos disso!
Busquemos demonstrar o Amor em cada gesto. Amor (Cristo) este que nunca deixou de exortar quando era preciso, mas que nunca exortou com a finalidade de deixar alguém no fundo do poço para exaltar a si mesmo.

Resolvi escrever (depois de muito tempo sem escrever nada rs) sobre isso porque tenho visto que esse mal se tornou muito comum. E também porque sinto em mim a tendência carnal de trilhar esse caminho tortuoso.
Mas deixo aqui uma mensagem que ouvi recentemente do Juliano Son:

"O profeta nunca está isento da Mensagem, porque Deus também ama o profeta. A Mensagem é maior do que o profeta! Ai do profeta que deixa de pregar a Palavra de Deus por ainda não vivê-la! E ai também do profeta que não busca viver o que é levado a pregar!"

sábado, 26 de abril de 2014

Combatendo a angústia!
Grandes são as adversidades que enfrentamos no dia a dia. Principalmente no que diz respeito às emoções. As coisas que acontecem a nossa volta têm o poder de causar reações no nosso interior. Reações essas que podem ser boas ou ruins.
Durante um único dia, a mente humana é capaz de receber e processar inúmeras informações que, somadas, tendem a formar um “perfil” emocional em cada um de nós.
Um pai ou uma mãe, percebendo que algo de ruim pode acontecer ao filho, tende a se entristecer...
Um tranquilo morador se assusta com a crescente criminalidade das cidades...
Um desempregado costuma ficar apreensivo quanto ao dia de amanhã...
Um jovem tímido pode se desesperar com a possibilidade de nunca conseguir se aproximar da garota amada...
Enfim... Todos nós estamos expostos a qualquer desses exemplos. E, na verdade, todos eles são bem corriqueiros e os usei apenas com a finalidade de nortear essa mensagem. Existe uma infinidade de fatos causadores de angústia. Cada um de nós lida de uma maneira diferente com cada um desses fatos e aquilo que, pra alguns, é algo simples e fácil de lidar, pode ser causador de grande desespero para outros.
Mas não tem pra onde correr... Todos nós enfrentamos momentos em que as coisas não saem como esperamos!
E sabe o que nos angustia?
Essas situações jamais estão sob o nosso controle!
Por mais cuidadosos, prevenidos e estrategistas que sejamos, a vida não é “mar-de-rosas”.
A angústia é uma sensação psicológica de dor, tristeza e grande ansiedade. Normalmente causada por noção de total incapacidade para lidarmos com algo. Seus sintomas se refletem no corpo e, em alguns casos, se assemelham a problemas cardíacos. Tanto que, segundo relatos de médicos, alguns pacientes dão entrada em hospitais informando estarem sofrendo princípio de infarto, tamanha é a dor no peito. Logo após os sintomas serem esclarecidos pelos médicos, essas pessoas são encaminhadas a psicólogos ou psiquiatras.
Agora, uma coisa que me deixou muito pensativo é o fato de que a força de ação da angústia em nós pode estar relacionada ao menos a dois fatos. O primeiro deles é a ausência da Fé. E o segundo é a fé em algo que jamais virá.
Vamos falar um pouco sobre cada um deles...
A ausência de Fé na Graça misericordiosa do Senhor faz com que enxerguemos tudo da pior maneira possível. Às vezes somos incapazes de esperar pelo próximo dia com esperança no agir de Deus. Esquecemo-nos de quão Bom, misericordioso e imutável é Deus. Deixamos um fato isolado trazer questionamento a respeito de toda uma vida segura nas mãos do Senhor. Afinal, quem nunca foi seguro pelas poderosas mãos de Deus anteriormente? Antes mesmo de nascermos já éramos sustentados por Ele! E até o dia de hoje o Senhor tem sido bondoso! Já parou pra pensar em quem “liga” o oxigênio todas as manhãs?
Não estou aqui dizendo que somos imunes contra dores e tristezas. Mas quero dizer que a falta de confiança em Deus faz com que esses sentimentos tomem grandes proporções e se transformem em males ainda maiores.
A bondade de Deus, assim como Sua misericórdia, é eterna e, somente por elas, temos nossos passos iluminados. Sempre que escuto ou leio a frase “Para Deus, nada é impossível!” eu costumo pensar: “Na verdade, para Deus, nada é nem ao menos difícil!”.
Devemos confiar que o Senhor é bom e fiel para nos livrar das dores e dos males desta vida.
Em meio a uma adversidade “das grandes”, inesperada e incompreensível, Jó disse: Eu sei que o meu Redentor vive, e que no fim se levantará sobre a terra” (Jó 19: 25).

Já o segundo motivo que vamos falar é o fato de que, em certos casos, depositarmos a fé em algo que jamais virá... Ou seja, não direcionamos nossa fé verdadeiramente a Deus.
Se por um lado podemos perder a confiança em Deus, por outro podemos acreditar que Ele fará coisas que jamais prometeu fazer. Essa expectativa, que nunca será saciada, cria uma grande ansiedade e, consequentemente, uma grande decepção.
Não são raros os casos de pessoas que tiveram sua fé direcionada para a vaidade das riquezas, da fama, status, felicidade e por não encontrarem refúgio nessas coisas entram em grande angústia. Muitos são levados a acreditar, com base em incorretas interpretações da Bíblia, que Deus tem como principal objetivo nos dar tudo quanto nosso coração sonhar. Muitos, seguindo esse pensamento, chegam a acreditar que esse foi o grande propósito da morte de Cristo: conquistar para nós toda prosperidade terrena e nos libertar de todas as privações.
Nós sabemos que Cristo morreu na Cruz recebendo em nosso lugar a punição pelos nossos pecados, satisfazendo assim a Justiça de Deus.
Qualquer pensamento distante disso leva as pessoas a acreditarem em um falso deus, que está interessado em outras coisas.
Esse falso evangelho faz com que as pessoas direcionem todas as expectativas apenas para esta vida (terrena) fazendo com que sejam extremamente vaidosas e gananciosas. Quando o esperado “fruto” dessa busca desenfreada por satisfazer o ego não chega, a desilusão é grande. Isso gera tristeza, que por sua vez gera angústia.
Em alguns casos, o tal “fruto” até chega... Mas, quando chega, aquele que tanto o esperava se depara com a triste e arrasadora realidade: Aquilo não preenche o ser de ninguém.
Acredito que, nesse caso, a angústia se torna maior ainda.


Concluindo...
O que a Bíblia diz sobre as tais dores da vida?
Vemos nas Escrituras um grande número de pessoas fieis que passaram por momentos difíceis. Na verdade, o próprio Evangelho se consumou em uma dolorosa Cruz. Talvez esse fato diga mais do que pensamos...
A Bíblia também diz que, em quanto estivermos no mundo passaremos por aflições. Mas a passagem não para por aí. Ela completa: “Contudo, tenham ânimo!” (Jo 16: 33).
Essa passagem nos dá certeza do futuro tanto no que diz respeito às dores quanto ao que diz respeito à postura que devemos ter diante delas!
Devemos saber que Deus nos guarda em todos os momentos e podemos confiar que isso jamais mudará. Porém não podemos seguir nossos próprios caminhos e desejos, achando que Deus é servo da nossa vontade. O nosso afastamento em relação aos verdadeiros caminhos de Deus terá como consequência uma série de escolhas erradas que trarão dor e, consequentemente, grande angústia.

Vamos sempre nos lembrar que Ele é o Deus que cura!  


Que Deus nos guarde com Suas mãos!
Até a próxima! Valew!




quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Porque fazemos?


Quando agimos, independente do tipo de ação ou da área onde se executa a ação, sempre temos uma intenção, uma motivação. Algum sentimento nos faz agir e quando não há nenhum tipo de sentimento, dificilmente nós agimos.

Se pararmos pra observar como o mundo olha as nossas ações, vamos perceber que quase nunca vemos a atenção sendo dada à motivação. Normalmente o que importa é a ação em si!
Aí vai um exemplo simples: O dono de uma loja pede para que um determinado funcionário trabalhe além do horário. O funcionário, contrariado, aceita, temendo perder o emprego. Para o dono da loja, não faz diferença se o funcionário gostaria ou não de trabalhar por mais tempo. O que importa pra ele é o trabalho que está sendo realizado, uma vez que sua preocupação é com o resultado.

Isso é um fato comum e imagino que muita gente já passou por coisa semelhante. Não há porque criticar ou culpar o lojista. Ele só está focado no sucesso do seu empreendimento.

O grande problema é quando essa maneira de pensar entra onde não deveria entrar: A Igreja!

A religiosidade faz com que a igreja observe as ações assim como o mundo observa... Não importa a motivação. O que importa é que você faça!
Somos levados a agir tendo a própria ação como a parte mais importante, independente do sentimento que nos faz agir.
As vezes "servimos" ao Senhor com intenções e sentimentos equivocados. Tais como: Inveja, Ganância, pressão dos familiares ou líderes, medo de maldições... Muitas pessoas frequentam a igreja à força, para evitar falatórios e questionamentos. Muitos outros fazem a obra porque acreditam que isso é a fórmula do enriquecimento. Outros, ainda, temem sofrer castigos divinos.
Aos olhos carnais, está tudo bem, pois a "tarefa" está sendo executada. Mas com Deus não funciona assim...

Na passagem de Jo 4, do encontro de Cristo com a mulher samaritana, ela apresenta questionamentos referentes à parte "externa" da adoração. A dúvida era sobre o local onde a adoração deveria ser feita. Cristo esclarece a dúvida dizendo que a adoração verdadeira acontece no nosso interior, em espirito.
Assim, nós temos certeza plena de que o Senhor observa o nosso interior quando realizamos qualquer obra em adoração ao Seu nome.

Vamos pensar um pouco: De que valem evangelismos, reuniões, ensaios, orações, trabalho dentro da igreja, ofertas, jejuns e sacrifícios, se a motivação interior não for amor e gratidão ao Deus Eterno? Será que é possível enganar um Deus Onipotente com algumas ações vindas de um coração ganancioso e altivo? Será que isso é louvar ao Senhor?
Fazer algo "pra Deus" com a intenção de, futuramente, cobrar que Ele faça algo para você, é um gesto de louvor e adoração? Frequentar os cultos para evitar puxões de orelha conta "ponto" diante de Deus? Esse é o retrato de um coração grato ao Senhor?

Se a motivação estiver errada, não há louvor!

Conformar-se em mostrar ações para homens é perder a oportunidade de adorar ao Senhor verdadeiramente sabendo que Deus nunca agiu com más ou falsas intenções. Ele sempre agiu em Amor. E o Livre Arbítrio é uma maneira de mostrar que a verdadeira adoração vem de um coração sincero e decidido. Cristo não agiu com segundas intenções, Ele se entregou!

Devemos buscar um coração puro e reto. E se há algo em nós que nos impede de sermos sinceros em nossa vida, devemos nos arrepender e clamar ao Senhor para que Ele nos transforme.
E quando tivermos a oportunidade de aconselhar alguém sobre o tema "vida de louvor ao Senhor", não podemos incentivar um sentimento de troca/barganha com Deus. Devemos mostrar que o Senhor procura os que o adoram em Espirito e em verdade!


"Não sou eu quem O sirvo e isso O obriga a me abençoar... Ele quem morreu por mim, e isso me leva a servi-Lo"
Pr. Zé Bruno


Que Deus abençoe todos vocês!
Abraços!

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Tempo pra tudo!

Existe um tempo reservado pra tudo! Tanto para as coisas boas, quanto para as ruins! No livro de Eclesiastes, no capitulo 3, vemos uma série de acontecimentos que, provavelmente (dependendo da brevidade da nossa vida terrena), estarão presentes na nossa caminhada. É engraçado ler um texto como esse e entender que somos passíveis de sofrer, apesar de não ouvirmos falar de sofrimento dentro da mensagem "evangélica" atual. Na verdade, até falamos sobre o sofrimento mas, quase sempre, da forma errada!
Como nós temos enxergado o sofrimento?
Quando enxergamos o Evangelho como uma simples maneira de se alcançar bem-estar na terra, qualquer coisa diferente desse "bem-estar" é vista como um "afastamento do Evangelho". Normalmente o crente que passa pelo sofrimento tende a pensar que Deus o está punindo ou que o entregou nas mãos do diabo. Ou até mesmo que está "desaprovado" diante do Senhor. Isso acontece porque a mensagem deturpada da atualidade se torna uma barreira para a Mensagem verdadeira do passado.
Como louvar ao Senhor em meio a dor, com um monte de gente ensinando que o fato de servir a Deus te isenta das tribulações da vida?
Como desfrutar da alegria que temos em Cristo, ouvindo e aprendendo o Modismo da Prosperidade, que nos faz acreditar que a abundância é sinal de aprovação divina, enquanto que as dificuldades são amostras de maldições ou "pecados escondidos"?

A Bíblia nos ensina que a vida de uma pessoa não consiste na abundância de seus bens (Lc 12: 15). Aquilo que temos não pode ser usado como parâmetro para nos definir. E também não precisamos viver num "mar de rosas" pra mostrar o quão grande é o nosso Deus! Se atentarmos para as Escrituras, veremos várias histórias de servos fiéis que, mesmo combatendo o bom combate, tiveram que passar por inúmeras provações. E o que ganharam com isso? Pessoas foram alcançadas através de um testemunho verdadeiro!
O pastor americano John Piper costuma dizer que quando pregamos Cristo como aquele que pode nos dar uma vida de bem-estar, não é a Cristo que louvamos...mas sim as riquezas. E Cristo passa  a ser apenas um meio para alcançá-las. Mas quando pregamos a Cristo como Todo-Suficiente, mesmo vivendo em dificuldades e dores, nós O exaltamos e mostramos que Ele está acima de todas as coisas!

O fato de sofrermos não significa que Deus nos deixou ou que Ele nos esteja punindo. Se assim fosse, os apóstolos e o próprio Cristo estariam na "lista" dos mais punidos ou amaldiçoados. Todas as tribulações que eles sofreram serviram para o cumprimento da vontade de Deus (Fp 1 : 14) e todos eles entenderam a graça que era padecer pelo Evangelho (Fp 1: 29).
Assim como Paulo e Silas deram bom testemunho em meio as dores, sem questionar o amor de Deus em nenhum momento (At 16: 18-40), nós devemos testemunhar esse Amor em todos os momentos das nossas vidas! Talvez os nossos sofrimentos servirão para que outras pessoas possam enxergar que Deus é inigualável em Sua Glória e está acima de qualquer felicidade ou tristeza terrena! Nossos sofrimentos resultarão em paciência, e esta, em experiência! A experiência por sua vez se transforma em Esperança!

Não tem como entender totalmente aquilo que Deus faz. Não temos como saber o "porque" de cada coisa e muito menos o "prazo de validade" das tribulações. Mas podemos ter certeza que se louvarmos e permanecermos firmes e convictos de que Ele jamais deixou de nos amar (Rm 8: 38-39) estaremos sendo edificados por esta Fé e também edificaremos outras pessoas.
O pastor Max Lucado escreve em seu livro Sem Medo de Viver, que um bebê no ventre da mãe tem olhos mas não pode ver. Tem ouvidos mas não pode ouvir. Tem boca mas não se alimenta por ela... Lucado completa dizendo que Deus dá aos bebês essas coisas para que usem-as na próxima etapa de suas vidas, mesmo que eles nunca entendam porque não podem usá-las durante a "fase" do útero materno. O mesmo vale para nós: O que passamos aqui pode ser "inexplicável" para nós. Mas produz ferramentas úteis para que alcancemos a próxima (e definitiva rs) etapa das nossas vidas!
Talvez, nessa "prisão" que você está, tenha um carcereiro te observando (At 16: 27-34) e o teu testemunho pode ser um instrumento de Deus para que ele se converta!


Que Deus abençoe a todos vocês! Abraços!
Até a próxima!